"As estrelinhas: tão tortas que dava quando criança;

agora em cheio, abraçam o seu coração."

 

 

 



Escrito por Mel às 10h27
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edu: "ana, pq tu n para de ir pra escola e fica brincando comigo a tarde inteira?!?"
hasuhasuahsasu
só ele mesmo
=p


Escrito por Mel às 17h32
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O assassino era o escriba
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição de bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
(LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983)



Escrito por Mel às 10h20
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Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates e gandaias, levanta os braços, sorri e dispara: eu
sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também.

No entanto, passado o efeito da manguaça com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração tribalista se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.

Beijar na boca é bom? Claro que é!

Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim.

Mas por que reclamam depois?

Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que toda ação tem
uma reação?

Agir como tribalista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja, é preciso comer o bolo todo e, nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, os tribalistas não namoram. 'Ficar' também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é namorix. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando.

Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim, como só deseja a cereja do
bolo tribal, enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com
chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas, e a troca de
cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só
para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.

Já dizia o poeta que amar se aprende amando. Assim, podemos aprender a amar nos relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos.

E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém.

É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento.

É arriscar,pagar para ver e correr atrás da tão sonhada felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o
mesmo que não ter ninguém também . . . É não ser livre para trocar e crescer . . . É estar
fadado ao fracasso emocional e à tão temida SOLIDÃO

Arnaldo Jabor

Escrito por Mel às 11h15
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Uma vez, quando eu ainda usava o cabelo partido no meio, sentava do lado dele, que hoje em dia é só ele, não mais Ele, ele escreveu isso. Pouco tempo depois, escrevi o mesmo, mas não tinha mais como sentir o mesmo.

Carol: Je t'aime, S'agapo, Ti amo, Ich lieb Di, Mo ni fe... Amo-te(...)

Ainda lembro do papel: gasto e sujo, da ponta do caderno. Não respondi no dia. Nem fiz nada. Com certeza era uma brincadeira.

Não foi.

 



Escrito por Mel às 10h42
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Sumida

Pois é... tô sumida

Tive que viajar na semana passada, então fiquei sem net, quando voltei tava sem saco... e continuo.

Vou colocar um trecho de um livro aqui que achei bem legal:

"O HOMEM disse que tinha que ir embora- antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

- Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz pro resto da sua vida?

-Quero- respondi

O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meu ombros e olhos nos meus olhos:

-Pense nos outros."

O menino no espelho

 



Escrito por Mel às 10h49
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Nostalgia

Nostalgia. Isso é que eu tenho sentido nesses últimos dias.

Hoje depois da prova, fui pro apartamento da minha tia(ela mora onde eu passei a minha infância). Cheguei lá, e antes de tocar a campainha olhei pra porta, depois pro chão e lembrei logo de quando eu era bem pequena e tinha que pular pra alcançar o botão, ou então bater na porta com a minha mão pequena(na verdade, eu não batia com ela fechada, e sim aberta, dando um tipo de palmada.

Entrei no apartamento. Na sala tem uma janela que dá pro campinho de futebol, quantas e quantas vezes eu já me machuquei lá, seja jogando futebol, sete pecados, brincando de esconde-esconde... tempos bons. Nunca fui de brincar muito de boneca, até porque, nos prédios, de menina mesmo que saia pra brincar só tinha eu e mais outra, de resto, tudo menino.

Apanhei muito, toda semana pelo menos. Era muito serelepe, mas as palmadas acabaram me moldando, hoje em dia sou o que sou em parte pelas correções dos meus pais. Lembro de uns fatos: uma vez(no São João), lá estavamos nós, a criançada toda acendendo fogueira pra ver se queimava o prédio; já pegamos caixa de papelão e saimos rolando até a rua(correndo risco de ser atropelado); já desligamos a chave geral do prédio e tudo ficou na escuridão, banhamos de chuva até cansar etc.

São tantas coisas que estarão na minha memória, talvez no esquecimento, mas para sempre no meu sorriso.



Escrito por Mel às 22h43
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Mais uma vez ela estava ali. Olhava prum lado, olhava pro outro e não via nada. Mentira. Via sim. Via? Lá estava ele. Ele? No meio do nada e ela no meio da escada. Piscou. Pra onde ele foi? Embora. Pra sempre? Provável. Então pronto, ela cairia da escada, pra sempre. Provável.

Se jogou.

                                              ----------------------------------------------------

Mais uma vez

    Mais ou menos + 1 eu

estava ali

faz endo e la sor ri?

como um sol

ou a lua

Di

ga

me-ni-na



Escrito por Mel às 20h55
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   Ela estava parada debaixo da chuva, sentia o vento tentar carregar seus cabelos. Mas não conseguia; ele estava tão enxarcado que nem a ventania o movia.

   O vento também maltratava sua pele. Ardia, e como! Mas ela merecia, aquilo era pouco. Muito pouco.

   Lágrimas se misturavam as gotas de chuvas no seu rosto.

   Começou a chorar. Motivo? Todos... ou nenhum.

    Lembrou e chorou. Chorou e lembrou.

    A chuva estava acabando. Será que ela acabaria junto? Reuniu forças e saiu andando.

    Para casa.

    Recomeçaria tudo de novo.

 

 

-Ei!

-Oi!

-Me dá?

-O quê?

-Um abraço!

                [...]



Escrito por Mel às 21h48
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Shua...

Chuva                     Chuva

                                  Chuva                              Chuva

"Se eu pudesse, eu colocava uma nuvem em cima de mim pra chiver todos os dias,todas as horas e minutos pra fciar enxarcado mesmo. Quem sabe assim eu seria um pouco menos infeliz"[A.M.]

Chuva é tão, tão... bom. Gratificante. Você olha pra cima, lá noalto, no mázimo que a sua visão e vê as gotinhas de água? Não mesmo. Ao olhar pra baixo lá estão elas a cair no chão, ou em você, ou etc.

Pena que acaba. Que nem esse texto[o que não é uma pena]



Escrito por Mel às 10h25
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The Girl In The Dirty Shirt

Era como se uma brisa passasse e levasse o meu eu. Poucos instantes depois, a mesma brisa voltava, só que diferente, com um outro eu. Novo. Novas características, menos inocência, mais realista e as vezes mais brincalhona.

O que eu fazia no tempo em que a brisa passava pra buscar o outro eu? Pensava. Lembrava tudo que se passou com os "eus" passados- lembraças.

Sempre pensei isso quando criança. Não no ultimo dia do ano, mas num dia calmo. A última vez que tive essa sensação, deivia ter uns 7 anos; tava numa casa, numa rede no meio das árvores.

Espero.o.dia.em.que.vou.ter.de.novo

 

Quero um abraço

Quero um afago

   Quero um beijo

                                                        [Talvez mais]

 



Escrito por Mel às 22h31
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